A História do Brás
O bairro do Brás, no alto de seus 192 anos, passou por muitas transformações.
Situado na região central de São Paulo, teve seus primórdios como uma região de chácaras, passou a bairro operário e "pátria" dos imigrantes italianos, e finalmente cresceu e desenvolveu-se com a chegada de diversas etnias que consolidaram o bairro como o Maior Centro de Comércio e Confecções de Moda do Brasil, destino diário de milhares de lojistas e revendedores de moda de todo o País.
O BRÁS hoje
É considerado o maior pólo de confecção de roupas do Brasil.
- O Brás hoje está consolidado como principal centro de distribuição de pronta entrega de confecções do Brasil.
- O IDH da região é 0,868, considerado elevado e maior que a média da cidade, do estado e do país.
- Sob os pontos de vista social e econômico, o Brás têm hoje um papel extremamente relevante para o país.
Números do BRÁS
55 Ruas Comerciais
5.000 lojas
4.000 confeccionistas
150.000 empregos diretos
300.000 empregos indiretos
Circulação Diária Média de 300.000 pessoas
Pico de circulação diária de 1 milhão de pessoas
Número de ônibus fretados = 300/dia (chegando a 600/dia em datas comemorativas)
Perfil das Empresas
- Confecções, Lojas de Atacado e Varejo
- Produtos: Roupas e Acessórios da Moda (Feminina, Masculina e Infântil)
- Porte: Pequeno, médio ou grande porte (10 até 800 funcionários)
Perfil das Lojas
- A maioria das lojas funciona como centro de distribuição para suas próprias indústrias de confecções.
Perfil Industrial do BRÁS
Produção e Confecções Têxteis em geral
- Jeans
- Moda Infanto-juvenil
- Moda Masculina
- Moda Feminina
- Moda Praia
- Lingerie
- Cama, Mesa e Banho
- Enxoval e RNs
Maior produtor e exportador de Jeans da América Latina
- 10 milhões de calças jeans produzidas por mês.
- 1,2 milhões de calças jeans exportadas por mês (para: países da América do Sul, Espanha, U.S.A., México, Canadá, Itália).
Oficina Cultural Amacio Mazzaropi
A Oficina Cultural Amácio Mazzaropi é um centro fomentador da cultura brasileira, localizado no bairro do Brás em São Paulo, responsável pelo resgate da cultura popular e pelo intercâmbio entre artistas com atividades nas diversas expressões, tendo seu trabalho de formação e inclusão cultural voltado para o público amador e profissional.
A rede de Oficinas Culturais é uma política pública cultural do Governo do Estado de São Paulo. Seu objetivo é oferecer alternativas gratuitas de formação cultural para todos os municípios paulistas. Ao todo, as 21 Oficinas Culturais (seis na capital e 15 no interior) oferecem 30.236 vagas em 853 workshops, palestras, ciclo de filmes, aulas abertas e cursos de curta duração em 607 municípios. A programação completa está em www.oficinasculturais.org.br
Criada em 28 de Setembro de 1911, a Escola Profissional Feminina Carlos de Campos, foi copiada nos moldes das escolas profissionais da Argentina, e tinha como objetivo ministrar a aprendizagem de artes e ofícios, puericultura e prendas manuais a mulheres provenientes das classes operárias. Eram ministrados os seguintes cursos: a) desenho; b) datilografia; c) corte e feitio de vestidos e roupas para senhoras e crianças; d) corte e feitio de roupas brancas; e) bordados e rendas; f) fabrico de flores e ornamentação de chapéus; g) arte culinária em todos os seus ramos e de economia doméstica.
Foi escolhido, este antigo prédio no Brás, onde se localizava um Colégio Particular Azevedo Soares em virtude desta região ser formada por imigrantes vindos da Europa, com idéias anarquistas, combatidas pelo governo da época. Portanto, preparar a mulher, significava atuar junto com as verdadeiras responsáveis pela família, pela sua formação, educação e alimentação.
A escola por muitas décadas teve como forte predominância a confecção e moda, nas suas feiras anuais esse fato tornava-se marcante, onde eram realizados desfiles de modas e exposições dos trabalhos realizados. Tais eventos, considerados tradicionais na época, tinham a presença de autoridades e personalidades da sociedade paulista.
A Escola já se chamou Escola Profissional Feminina (1911), Escola Normal Feminina de Artes e Ofícios (1931), Instituto Profissional Feminino (1933), Escola Industrial "Carlos de Campos" (1945), Escola Técnica "Carlos de Campos" (1952), Colégio de Economia Doméstica e Artes Aplicadas Estadual "Carlos de Campos" (1962), Centro Estadual Interescolar "Carlos de Campos" (1979), Escola Técnica de Segundo Grau "Carlos de Campos" e, finalmente, Escola Técnica Estadual (ETE) "Carlos de Campos" (1994), quando foi incorporada à rede de ensino do Centro Paula Souza.
ETE Carlos de Campos
R. Monsenhor Andrade, 798 - Brás- São Paulo
11 3311-7098 | 3227-0286 www.etecarlosdecampos.com.br
Cantina Gigio
Fruto da união de um toscano e do trevisiano, Luigi Salvel, mais conhecido como Gigio. O carinhoso apelido de Gigio, comumente dado na Itália ao nome Luigi, selou a marca da Cantina.
A Cantina Gigio fundada no dia 16 de agosto de 1971 na Rua do Gasômetro, no burburinho do Brás, reduto da imigração e da boa gastronomia é referência nesse tradicional bairro paulistano cheio de personalidade.
O ambiente sugere algo familiar e traz a todo instante alguma memória. Onde há o encontro de gerações que reporta épocas agradáveis.
O cardápio oferece uma vasta opção de pratos generosos e com qualidade. É possível apreciar desde carnes, aves, pescados, assim como as massas e molhos artesanais produzidos todos os dias.
Pode-se provar ainda vinhos de diferentes partes do mundo, pois como já dizia o Gigio: "Quem bebe cerveja vive cem anos, quem bebe vinho não morre mais".